6 estratégias para o uso da gamificação em sala de aula

6 estratégias para o uso da gamificação em sala de aula

A gamificação na educação tem se tornado um elemento poderoso para tornar as aulas mais atraentes e divertidas. Mas afinal, o que vem a ser gamificação? Por definição, trata-se do uso de mecanismos e projetos de games (jogos) para aprimorar contextos variados, geralmente não relacionados a jogos. Ela pode ser definida como uma forma de fixar a matéria estudada a partir de atividades interativas.

A gamificação na aprendizagem pode motivar os alunos de formas nunca antes vistas. Desafios, missões a cumprir, pontuações, prêmios, rankings e criação de avatares são algumas das vantagens atraentes para os estudantes em geral. Eles se divertem, interagem e exercitam a criatividade enquanto estudam de uma maneira diferente da convencional.

Se você está à procura de ferramentas que tragam um diferencial para sua escola, continue lendo e descubra mais detalhes sobre a gamificação na educação.

Por que usar a gamificação nas aulas?

Como dissemos, a inserção de jogos e competições no ensino estimula os alunos de forma diferente e inovadora. Muitas vezes, abordar o conteúdo didático de maneira estritamente focada em lições convencionais pode tornar as aulas maçantes e cansativas. Os jogos renovam esse clima e podem trazer diversos outros benefícios.

Maior engajamento dos alunos

Até mesmo o mais tímido dos alunos pode sentir-se motivado a tomar iniciativas e proferir reações em um jogo. Aqueles que costumam ser menos participativos nas aulas convencionais podem demonstrar um padrão mais ativo na hora dos jogos. É dessa forma que inseri-los na rotina da sala de aula ajuda no engajamento de todos, sem exceção. E a leveza trazida pelo clima de “brincadeira” faz com que eles ajam dessa forma por livre vontade, sem pressão.

Melhor assimilação do conteúdo

Nem todos os alunos conseguem se manter concentrados em uma aula puramente teórica. E não estamos falando somente em transtornos ou problemas de atenção: as crianças têm dificuldade em manter-se atentas por muito tempo, especialmente quando o ritmo parece meio monótono.

Trazer jogos à rotina escolar permite manter os alunos concentrados e interessados por mais tempo no que está sendo ministrado, o resultado é uma melhor assimilação do conteúdo.

Foco nos objetivos

Vivemos em uma sociedade onde praticamente todos somos vítimas do estresse. E engana-se quem pensa que crianças e adolescentes estão livres desse mal: estudantes também enfrentam pesadas rotinas e têm as mesmas dificuldades que adultos para lidar com multitarefas.

Um jogo exercita o foco, já que o aluno deverá manter-se caminhando em direção ao seu objetivo durante a partida. Dessa forma, ele adquire melhor habilidade para lidar com as inúmeras tarefas que fazem parte do seu dia a dia, sem precisar deixar nada “para trás”.

Como usar a gamificação nas aulas?

Há vários modos de se introduzir o uso da gamificação ou ludificação na educação. Damos aqui algumas ideias:

1. Medalhas, bottons, distintivos ou adesivos de motivação

De acordo com a idade de seus alunos, promova competições ou incentive-os a manter as lições em dia por meio de medalhas, bottons, distintivos, adesivos ou carimbos motivacionais. Ao contrário do que se pensa, adolescentes também apreciam esse tipo de motivação. Não se esqueça de adicionar valor a esses prêmios, como pontos de bonificação, por exemplo. Pode-se inclusive fazer competições entre salas.

2. Notas por meio de ludificação

Em vez de dar notas com base em avaliações, você pode avaliar seus alunos por meio de atividades, dando pontos a esses exercícios. Assim sendo, a nota final dos alunos será composta também pela pontuação acumulada durante o bimestre. Para isso, basta estabelecer um peso específico para as avaliações e a pontuação nos games. Isso incentiva os alunos a irem cada vez melhor, para passar do nível de iniciantes até o nível de mestres, como nos jogos. Estabeleça um ranking de pontuação para cada nível e observe como seus alunos se esforçarão para atingir o máximo.

3. Jogos de videogame nas aulas

uso de videogames permite aos alunos uma experiência única e personalizada. Por meio dessa ferramenta, eles podem falhar, superar obstáculos, persistir e ganhar. Nos videogames, os alunos são os agentes de seu próprio aprendizado: eles controlam as decisões que tomam, aprendem com os erros, perseveram e atingem os objetivos propostos, sem que com isso fiquem frustrados durante o processo de aprendizagem.

Os pequenos incentivos — como passar uma fase — e os grandes — como ganhar o jogo, por exemplo — ensinam aos alunos o valor da persistência e funcionam como grandes motivadores. Busque jogos que façam parte do conteúdo curricular de sua matéria ou que sejam condizentes com os objetivos que deseja que os alunos apreendam.

4. Um pouco de competição

Você pode estipular uma espécie de torneio entre seus alunos. Algumas plataformas possibilitam o uso desse tipo de ferramenta. Você também pode determinar as regras de um torneio, mesmo que não utilize os meios digitais. Os torneios fazem com que a autoestima se eleve e deixam os alunos ansiosos para demonstrar o que sabem. Até mesmo alunos introvertidos beneficiam-se desse tipo de competição.

Nessa questão, vale lembrar que é necessário incentivar a competição de forma saudável. Todos devem entender que não há problemas em não ser sempre o primeiro colocado. Apesar da competição, o senso de equipe deve prevalecer, de modo que os colegas de classe não sejam vistos como inimigos ou concorrentes de forma generalizada.

5. Jogos de tabuleiro

Apesar de serem extremamente antigos, os jogos de tabuleiro nunca deixam de ser divertidos e emocionantes. Adapte jogos convencionais ou crie seus próprios tabuleiros. Com materiais como o E.V.A., por exemplo, é possível fazer jogos ampliados, para diversos alunos jogarem ao mesmo tempo. Certamente tomará um certo tempo para preparação, porém é um material que você poderá utilizar inúmeras vezes.

6. Lições de casa recreativas

Que tal se, ao invés de dar lições de casa cansativas e desestimulantes, você sugerisse aos alunos atividades como caça ao tesouro, missões com pistas para serem desvendadas ou passatempos como duplex, criptogramas ou problemas de lógica? Certamente o momento da lição de casa será ansiado pelos alunos. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, isso não tira a seriedade do seu trabalho, apenas acrescenta elementos que tornam o momento das tarefas mais prazeroso para os alunos.

Se até mesmo no “mundo adulto”, os jogos nos fazem sorrir, nos entusiasmam e nos levam a reclamar quando perdemos e a vibrar quando ganhamos, eles podem desempenhar um papel fundamental em crianças na fase de aprendizagem. Podem ser jogados das mais diversas maneiras: jogador contra jogador, grupo contra grupo, jogador contra máquinas. Eles inspiram a competição, prendem a atenção e são, sobretudo, divertidos. Com a gamificação na educação, é possível divertir-se enquanto se aprende.

Se este post foi útil para você, que já está até pensando em maneiras para incorporar essa filosofia à sua escola, não deixe de baixar o nosso e-book completo sobre materiais educativos.

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