10 dicas para praticar de fato a inclusão em sua escola

10 dicas para praticar de fato a inclusão em sua escola

Muito se tem falado e discutido sobre inclusão. Atualmente, alunos com necessidades especiais são uma realidade nas escolas. Ao recebê-los, os professores sentem-se muitas vezes perdidos, sem um rumo que os norteie. Como podemos realizar realmente a inclusão, de modo que os alunos deficientes sintam-se verdadeiramente parte da turma em que estão inseridos? Eis aqui os passos para que sua aula seja efetivamente inclusiva:

1. Saiba quem são seus alunos

Conheça previamente o histórico de seus alunos especiais. Isso pode ser obtido através do diálogo com seus responsáveis, cuidadores e professores anteriores. Indague sobre seus interesses, dificuldades, facilidades e progressos. Por meio dessas informações, será possível elaborar um plano individual de objetivos, que permitirá a você acompanhar a evolução de seu aluno.

2. Pense sobre a intencionalidade

Reflita sobre a razão de dar determinada matéria. Esse conteúdo é relevante para meu aluno? Se não, como tornar esse assunto útil para ele, de alguma forma?

3. Trate seu aluno sem pré-conceitos

Não devemos sentir dó ou, no outro extremo, rejeitar o aluno especial. O aluno deficiente, respeitadas obviamente suas condições, deve ser tratado com igualdade. Desnecessário dizer que rejeitá-lo significa excluí-lo. Por outro lado, superprotegê-lo também não é uma atitude sensata: nosso dever enquanto professores é prepará-lo para a vida em sociedade.

4. Estabeleça critérios de inclusão

Alunos com deficiência sentem-se seguros quando o professor estipula regras de comportamento e convivência. Assim sendo, deixe claro que em sua sala nenhuma pessoa pode ser humilhada, sofrer bullying, etc. Para alguns estudantes, como os portadores de autismo, por exemplo, o ideal é que se tenha uma rotina estipulada.

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5. Use múltiplos recursos

Alunos especiais aprendem melhor quando são expostos a materiais que explorem seus sentidos. Quanto mais os sentidos forem utilizados, melhor. Sempre que possível, opte pelo uso de objetos concretos ao invés de conceitos abstratos. Use múltiplos recursos, como os visuais, orais, táteis e auditivos. Varie as atividades dadas aos alunos. Você pode usar de recursos como impressos, discussões, leitura, desenhos, vídeos curtos e uso da internet, por exemplo. A diversidade tornará sua aula sempre interessante. Quando escrever algo, fale também, e gesticule, se necessário, para que haja uma maior compreensão.

6.  Use o recurso da repetição

Ao delegar determinada tarefa, peça para que dois ou três alunos expliquem novamente o que deve ser feito, dessa forma os alunos serão expostos a uma maior variedade de explicações.

7. Ensine os alunos a se respeitarem

As crianças não sentem diferença entre as especiais ou não. Na verdade, qualquer diferenciação acontece por interferência dos adultos. Ao olhar para seu aluno deficiente, enxergue nele a criança ou adolescente que ele é, e não o rotule por sua condição. Se você agir assim, certamente os demais alunos procederão da mesma forma.

8. Crie um ambiente de cooperação

Sempre que possível, proponha atividades em duplas ou grupos, a fim de auxiliar a classe no processo de interação. Pense previamente, com base no histórico de seu aluno especial, em como ele poderá auxiliar na tarefa do grupo, de acordo com as habilidades dele. Varie os grupos de tempos em tempos – mensalmente, por exemplo – a fim de promover um convívio maior.

9. Construa a parede tijolo por tijolo

Se seu aluno apresenta dificuldades em compreender determinado tema, talvez ele ainda não esteja preparado para tal. Se necessário, parta das tarefas mais elementares para, aos poucos, introduzir as mais complexas, quando ele já tiver dominado o conteúdo anterior. Assim sendo, para que um aluno aprenda uma equação, é necessário que ele conheça primeiro os números, depois saiba adição, subtração, etc. Dê sempre tarefas curtas, para que ele possa manter-se concentrado e motivado.

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10. Meça o progresso de seu aluno e cumprimente-o

Use o plano individual de seu aluno para verificar seu progresso e elogie-o com sinceridade pela evolução que teve. Isso o motivará a conseguir avançar cada vez mais.

O que faz com que pessoas que sofrem de AVC consigam recuperar movimentos perdidos? A neuroplasticidade, capacidade que o cérebro tem de reaprender ações. Assim sendo, nunca duvide da capacidade de aprendizagem e superação de seu aluno. Nunca perdemos nossa capacidade de aprender, durante toda a vida, portanto, o céu é o limite!

Gostou de nossas dicas sobre inclusão? Deixe seu comentário, pois ele é muito importante para nós.

Comentários (2)

  • kenia

    |

    Gostei muito de todos os itens, vai ser de muita utilidade para mim, continuem assim. Parabéns…

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  • Edilaine Pontes

    |

    Praticar inclusão é viver a inclusão em nós mesmos…
    Estarmos abertos para aprender e desaprender todos os dias!
    Um desafio em respeitar o outro na sua singularidade e reconhecer
    que a cada dia precisamos construir a “Parede de tijolo em tijolo”
    Agradeço as dicas e parabéns pelo trabalho!

    Reply

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