ENEM 2017: 7 dicas para melhorar o desempenho dos alunos!

Decifrando a lógica do Enem

Você já deve saber que o Enem é um exame nacional aplicado anualmente para medir o conhecimento adquirido pelos alunos ao longo do Ensino Médio, certo? Trata-se de uma alternativa aos tradicionais vestibulares e que pode abrir, ao candidato bem-sucedido, um verdadeiro leque de oportunidades para o futuro.

Muitas instituições de ensino já se deram conta, entretanto, de que preparar seus alunos para o exame implica em elaborar uma estratégia pedagógica específica, direcionada, que leve em conta suas particularidades. Isso porque o teste possui alguns diferenciais e é preciso fazer com que o aluno se acostume com eles, ajustando sua metodologia de estudo.

Como criar e implantar uma estratégia que efetivamente prepare o aluno para o Enem? Qual é a importância dos simulados para otimizar o rendimento dos estudantes de sua escola na próxima edição do teste? Quais ações você, como gestor, deve tomar para facilitar o acompanhamento da evolução do corpo estudantil?

Se você identifica tais dúvidas em sua prática diária, então acompanhe o conteúdo que preparamos para auxiliá-lo. Nossas ideias garantirão aos seus alunos uma excelente performance no Enem 2017!

Boa leitura!

Tudo começa com planejamento

A adesão ao Enem, tanto por parte dos candidatos às vagas das universidades, quanto por parte das IES (Instituições de Ensino Superior), que passaram a adotar o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) como forma de seleção, cresce exponencialmente. A cada ano, novos recordes são batidos e os indicadores de desempenho dos alunos impactam a imagem da escola que os preparou.

Desde 2005, quando o Ministério da Educação (MEC) passou a divulgar o ranking das escolas tomando como base a pontuação de seus alunos, a dinâmica da competitividade ficou mais intensa. Por isso, muitos gestores agora buscam maneiras de otimizar o rendimento de seu corpo estudantil no exame.

A lógica é a seguinte: como a proposta do Enem é bastante diversa da abordagem utilizada pelos vestibulares, é necessário tomar algumas medidas. Assim, para que uma instituição consiga um bom posicionamento, ela precisa elaborar um planejamento pedagógico que contemple atividades e iniciativas voltadas para o Enem.

Esse plano deverá ser implantado ao longo do ano letivo. Perceba que se trata de um trabalho de médio e longo prazo, contínuo e de incentivo! Para que os gestores possam preparar o plano devidamente, portanto, é necessário saber exatamente qual é o objetivo do teste, ou seja, o que ele busca aferir no aluno.

Somente a partir daí será possível montar um planejamento realista de atividades que englobe todos os professores e demais responsáveis pedagógicos. Podemos afirmar que a palavra de ordem é, de fato, planejamento, pois ele dará à instituição a vantagem competitiva para melhorar a performance dos alunos.

Então, vamos por partes…

Qual é o objetivo do Enem?

O Enem avalia a capacidade que o candidato tem de resolver situações-problema se utilizando do conhecimento adquirido ao longo do Ensino Médio. Não se trata de uma prova de memorização, como a maioria dos testes bimestrais e trimestrais! Seja em Química, História, Física ou Português, o aluno terá múltiplas habilidades testadas simultaneamente.

Interpretação textual, memorização de conceitos, raciocínio lógico, consciência dos principais acontecimentos políticos, econômicos e culturais, bem como de seu respaldo nacional e internacional são algumas das habilidades que serão cobradas. Acima de tudo, é preciso que o estudante saiba associar teorias de diferentes ramos do saber.

Veja bem: as questões da prova não são feitas apenas de comandos simples. Há sempre um enunciado contextualizado, propondo ligações entre teorias distintas e condicionando a resolução do exercício. Isso quer dizer que a proposição do problema tende a ser interdisciplinar.

Ou seja, ela exige que o candidato saiba trabalhar com saberes específicos provindos de diferentes matérias. É exatamente esse tipo de raciocínio e de postura que deverá ser treinado no ano letivo!

Como o planejamento por ajudar?

O planejamento escolar é um documento minucioso e, portanto, cuidadosamente elaborado pelo diretor, coordenadores pedagógicos e professores. Para o aluno, ele pode representar apenas uma sequência anual ou semestral de atividades e deveres, mas, para quem o elabora, o documento demanda um esforço conjunto na definição das melhores práticas e distribuição do conteúdo programático.

É no planejamento que se define o que será ensinado, de que forma e com qual finalidade. Inserir atividades e recursos que visam a preparação dos alunos para o Enem, que é aplicado ao final do ano letivo, significa ter um plano de ação com ponto de partida e resultados desejados.

É importante que os envolvidos nessa etapa conheçam bem a realidade da escola, as turmas e a lógica que rege a prova, para que possam definir exatamente o que fazer, quando fazer e de que forma. Pergunte-se o que é melhor:

  • Reforçar habilidades interpretativas diariamente?
  • Apostar em projetos interdisciplinares?
  • Oferecer oficinas de raciocínio lógico aplicada ao cotidiano?
  • Trazer questões de edições passadas para dentro da sala de aula ou promover grupos de debates sobre os eventos atuais?
  • Qual é o melhor momento para empregar a tecnologia como aliada?
  • Como aplicar os simulados?
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Todas essas são boas iniciativas, que servirão para aperfeiçoar habilidades específicas dos estudantes. No entanto, é preciso ir além e programar o mês ideal para cada investida, de modo a deixar bem claro no cronograma sua periodicidade, bem como a definição do ambiente da escola em que elas serão aplicadas.

Tenha em mente que o enquadramento da preparação para o Enem no planejamento anual é um esforço coletivo que envolverá a todos, inclusive os pais. É preciso, portanto, conscientizá-los disso e incentivar sua participação no projeto.

É também indicado estabelecer metas quanto ao desempenho das turmas e da escola como um todo, baseadas nas iniciativas programadas e nos resultados alcançados em outros anos. Essas questões estatísticas podem parecer demasiado burocráticas, mas é mantendo o controle dos dados que você poderá ter um senso real de evolução.

Antes de iniciar o ano letivo, promova um encontro entre os docentes no intuito de debater o que deu resultado, o que pode ser repetido ou descartado e de abrir espaço para novas ideias. É geralmente do diálogo entre os profissionais que surgem boas e novas propostas e abordagens inovadoras, auxiliando a escola a construir seu diferencial.

Se você tiver as informações quantificáveis em mãos, ficará mais fácil reformular estratégias e estabelecer novas diretrizes. Lembre-se: os professores estão mais próximos dos alunos, fazendo parte de sua realidade, e isso os torna uma fonte valiosa de feedbacks!

7 dicas para ajudar os seus alunos

Vamos agora partir para a realidade do aluno e pensar em maneiras de ajudá-lo nesse período desafiador que é a preparação para o Enem! O primeiro objetivo de toda escola, sua missão, deve ser a formação humana e a aprendizagem.

Todos sabem que o Ensino Médio já conta com uma carga pesada de demandas físicas e psicológicas — somada ao tempo que os estudantes passam em frente a seus computadores e smartphones, absorvendo informações da internet, ela compõe um cotidiano bastante atribulado.

É necessário, então, planejar ações que não exerçam pressão além do que os adolescentes já sofrem, buscando muni-los de instrumentos que facilitarão sua jornada. O importante é encontrar maneiras de incentivá-los sempre!

1. Tudo começa pela formação humana

Você sabia que o Enem representa um dos únicos indicadores para medir a eficácia escolar no Brasil? É por isso que o ranking divulgado por escola torna-se relevante. No entanto, não se deixe iludir: é de absoluta importância que a missão da escola permaneça conscientizar um cidadão de seus direitos como pessoa humana.

Um dos fatores que mais pesa no processo de aprendizagem é quando o aluno percebe que é tratado com dignidade, não sendo visto apenas como um número favorável ou desfavorável à instituição.

Categorizar adolescentes de acordo com suas notas ou desempenho em exames é uma maneira de afastá-los do ambiente acadêmico, fazendo que eles enxerguem os estudos como uma obrigação ou fardo. Em vez disso, contribua para que ele perceba como as habilidades trabalhadas o acompanharão por toda sua vida e continuarão a auxiliá-lo seja qual for a profissão escolhida.

2. A motivação é um fenômeno interno

Saiba, desde já, que a motivação é um fenômeno de ordem interna. Em outras palavras, é impossível motivar ou desmotivar alguém, pois isso corresponde a uma leitura subjetiva, a uma interpretação das circunstâncias particular a cada indivíduo.

É possível, porém, programar uma série de estímulos externos que desencadearão reações positivas. Ressaltar os aspectos práticos testados nas provas, por exemplo, e como seu treino e desenvolvimento poderão melhorar a absorção do conteúdo é uma boa aposta. Valorizar o aluno como um resolvedor de problemas também é uma estratégia valiosa.

3. Como estimular as habilidades de interpretação textual

Para resolver as questões do Enem e se dar bem na redação é necessário saber interpretar. Para isso, só há um caminho: ler! Não há como fugir disso.

Para alcançar vantagem nesse sentido, sua escola deve promover eventos de leitura e facilitar o acesso dos alunos aos livros, às bibliotecas (inclusive as que estão fora do ambiente escolar, como as públicas, por exemplo) e a ambientes confortáveis e seguros, propícios para a leitura e a troca de ideias.

É possível desenvolver um trabalho com docentes de áreas distintas como Português e Matemática, no intuito mostrar que é possível haver um intercâmbio de técnicas de interpretação em qualquer disciplina. Os alunos devem não só internalizar as estratégias de leitura como também aplicá-las a assuntos distintos.

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Muitos candidatos deixam de marcar pontos porque não conseguem compreender direito o que os enunciados pedem dele. Em outras palavras, apesar de dominar o conteúdo, eles ficam em desvantagem por falta de interpretação. Trabalhe para garantir que seus alunos sejam hábeis receptores e interpretadores de informações (numéricas e gramaticais).

4. O fator tempo e sua gestão

Um elemento-chave na execução da prova do Enem é o tempo que pode ser gasto com cada questão. O exame é dividido em duas tardes e a lista de matérias e conhecimentos abordados é bem longa. Isso sem contar a redação, que torna a dinâmica da prova ainda mais tensa e cansativa.

É preciso que o aluno saiba gerir o próprio tempo, portanto. Ele deve ser capaz de calcular, pautando-se em suas facilidades e dificuldades, o limite para a resolução de cada questão ou bloco de questões, e treinar para melhorar seu desempenho. Uma ótima iniciativa para auxiliar o aluno nesse sentido é a aplicação de simulados, sobre os quais falaremos mais adiante!

5. A refação de exercícios de edições passadas

Para que os estudantes se acostumem com a interdisciplinaridade da prova, é importante trazer questões de edições passadas para debater em sala de aula. Quando percorre todo o caminho de resolução de um exercício com o aluno, o professor oferece instrumentos para que ele, mais tarde, possa caminhar sozinho.

Essa também é uma boa oportunidade para resolver dúvidas pontuais, além de ensaiar o passo a passo, acostumando o aluno à maneira como o Enem cobra o conteúdo aprendido em sala de aula.

6. O acompanhamento e a superação das dificuldades

Quando o corpo docente e os gestores se unem para garantir que a aprendizagem seja efetiva, fica mais fácil acompanhar as turmas e identificar casos que precisam de mais atenção — ou de uma abordagem diferenciada.

Trata-se de um esforço constante a ser naturalizado, pois toda escola que possui uma equipe unida e verdadeiramente engajada na evolução dos alunos e na superação das dificuldades se destaca.

É bastante natural que alguns alunos apresentem facilidade com as ciências exatas, por exemplo, enquanto outros se destaquem na comunicação, seja ela escrita ou oral. Esclarecer que isso é perfeitamente normal deve fazer parte da proposta pedagógica, bem como oferecer suporte quando qualquer impedimento mais grave for detectado.

7. O incentivo à expressão e ao debate de opiniões

Essa dica é especialmente interessante para ajudar os alunos na elaboração da redação, um dos desafios mais temidos nos vestibulares e no Enem. É preciso um esforço em conjunto com o que foi exposto no item 3, para fazer com que o aluno pratique leitura, interpretação e escrita, pois a redação exige o domínio dessas três habilidades.

Para ter bons argumentos na hora de escrever e evitar os famosos “brancos”, é necessário que o aluno possua um bom repertório de leitura e conhecimento sobre fatos contemporâneos. Incentivar a leitura de jornais e revistas, além de livros, o debate e a troca de ideias é uma poderosa tática para facilitar a execução da tarefa no dia oficial.

Além disso, é interessante que o aluno consiga organizar e expor suas próprias ideias e opiniões, desenvolvendo argumentos de forma crítica. Trata-se de uma forma extremamente eficaz de ampliar o conhecimento e incentivar o intercâmbio de ideias!

Simulado: a principal arma de quem quer se dar bem na prova

A ideia de simulado já está bem disseminada no ensino brasileiro e isso tem um motivo claro. Um simulado é uma simulação do exame oficial, um treino que replicará todas as condições da prova e que, portanto, serve como uma ferramenta precisa de lapidação.

Por meio dos simulados, o estudante poderá constatar se seus estudos estão surtindo efeito e quais elementos devem ser aprimorados. Já para a escola, os simulados representam um termômetro da eficácia de suas iniciativas e metodologias.

Por meio do desempenho das turmas em cada disciplina, a instituição poderá ter chances de ajustar e alinhar seu planejamento pedagógico, descartando ou incorporando abordagens de acordo com o rendimento dos alunos. É muito mais produtivo descobrir eventuais fraquezas, dificuldades e pontos que precisam ser ajustados em um simulado do que na hora H!

Minimizando o desgaste físico e a ansiedade

O Enem é um exame longo, que chega a durar mais de quatro horas, e cuja aplicação é bem diferente dos testes bimestrais e outras provas aplicadas ao longo do semestre. Essas últimas constituem testes pontuais de absorção de conteúdo, ao passo que o Enem é um teste de habilidades e competências estruturais que fazem parte da vida de qualquer indivíduo adulto.

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É comum, portanto, que os estudantes fiquem ansiosos em relação ao grande dia, o que pode afetar sua performance negativamente. Com a aplicação regular de simulados, entretanto, o aluno vai se habituando ao formato das questões, às estratégias de resolução e à interpretação dos enunciados contextualizados, aperfeiçoando, aos poucos, suas habilidades.

Além disso, os candidatos ficam sentados por um período relativamente longo, concentrados em uma única fonte de informação, sem perder o foco. Além de desafiador, trata-se de algo bastante desgastante e que exige muita disciplina e prática.

O simulado, mais uma vez, funcionará no sentido de treinar a habilidade de ficar focado por um tempo. Entenda o simulado como uma maneira efetiva de canalizar a atenção para uma só fonte de estímulo sem aquela pressão do dia oficial.

Qual é a frequência com que o simulado deve ser aplicado?

Como o simulado constitui uma prática, um treinamento para fazer com que o aluno chegue bem preparado ao exame, deve acontecer com uma periodicidade preestabelecida no planejamento pedagógico. Não se deve deixar passar muito tempo entre um simulado e outro, mas o aluno precisa ter espaço para absorver o impacto de seu desempenho e alinhar seus estudos.

Aplicar um simulado por bimestre é uma média interessante tanto para a escola quanto para o aluno. A proposta é justamente acostumar o aluno à lógica do Enem e manter a engrenagem funcionando, evitando que ele se assuste com as demandas de esforço e concentração no dia do exame oficial.

Os alunos e todos os outros envolvidos no processo de aprendizagem precisam encarar os simulados como um método de adaptação evolutiva, que resultará em uma melhor preparação para a prova.

Como se organizar?

Em qual ambiente da escola os simulados devem ser feitos? Deve haver uma recapitulação do conteúdo? Uma correção geral após? Bem, essas são estratégias que variam em cada escola: algumas preferem fazer do simulado um evento fora da sala de aula, enquanto outras optam por utilizar o ambiente que é mais familiar ao aluno.

É interessante planejar a aplicação de acordo com a estrutura física da escola e o parecer dos professores. É recomendado coordenar uma revisão do conteúdo pré-simulado e complementar o evento com uma correção geral para resolver as questões mais controversas. Após o processo, você terá dados concretos para acompanhar o desempenho de seus alunos e do corpo docente, garantindo que eles se acostumem com a metodologia da prova.

Começa a largada para o Enem 2017

Chegamos ao final deste conteúdo. Nosso objetivo aqui foi detalhar a importância da preparação dos alunos de sua escola para as próximas edições do Enem, assim como exemplificar atividades e atitudes que podem ser realizadas ao longo do ano.

Esperamos que as ideias expostas inspirem você a garantir o acompanhamento do corpo estudantil, bem como a pensar novas maneiras de otimizar seu rendimento, respeitando a individualidade de cada turma e aluno. Lembre-se de que o Enem representa um dos únicos indicadores de desempenho das escolas existentes no Brasil e que o ranking influenciará na imagem de sua instituição.

É importante ter em mente, entretanto, que a missão das instituições escolares é garantir a aprendizagem e a formação de futuros universitários e profissionais conscientes de seus direitos e deveres. As estatísticas devem ser empregadas não para categorizar, mas para reconhecer os participantes do ano anterior e incentivar os próximos.

Ao longo dos tópicos abordados, você também teve a oportunidade de perceber o quanto a elaboração de um bom planejamento pedagógico influi no desenvolvimento de atividades preparatórias para o exame.

Os simulados, que são ótimas ferramentas para treinar as habilidades específicas cobradas pelo Enem, devem ser pensados de acordo com um plano de ação, ocorrendo com certa periodicidade, pois seu objetivo é justamente acostumar o aluno à estrutura da prova.

Você agora já conhece o objetivo do exame, sabe sobre os recursos que ajudarão a preparar seus alunos e como empregá-los da melhor maneira possível para conseguir maximizar o aproveitamento. Então, aproveite as oportunidades que o ano novo trará e coloque as mãos na massa para o Enem 2017!

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