Práticas tecnológicas na educação inclusiva nas escolas

A tecnologia assistiva foi criada com o intuito de auxiliar indivíduos com os mais variados tipos de deficiência – desde problemas cognitivos até deficiências motoras. O uso da tecnologia na educação inclusiva é um meio efetivo de progresso para muitas crianças, pois elas geralmente experimentam um melhor desempenho quando podem utilizar suas habilidades para trabalharem suas dificuldades.

A tecnologia assistiva é definida como qualquer equipamento ou sistema que ajude alguém a superar ou ultrapassar alguma barreira específica decorrente de sua deficiência. Tal tecnologia obviamente não tem o poder de cura, mas pode auxiliar uma pessoa com necessidades especiais a potencializar suas forças e demonstrar suas habilidades. Um exemplo disso é um aluno que tenha dificuldade de ler, porém tenha uma boa audição. Tal aluno pode beneficiar-se de livros em áudio.

Além disso, a tecnologia assistiva pode desenvolver na criança a autoconfiança e o senso de independência, fatores muito importantes para pais, professores e alunos.

Conheça alguns exemplos de tecnologia que podem auxiliar na educação inclusiva os portadores de necessidades especiais:

1. Deficiência visual

  • Braille Fácil: ferramenta que transforma textos convencionais em Braille, podendo então ser impresso em Braille.
  • Dosvox: sistema de computação que permite aos deficientes visuais utilizar um microcomputador comum para trabalhar e estudar de forma independente.
  • Jaws – Job Acess With Speech: software leitor de tela, desenvolvido pela empresa Freedom Scientific. Por exemplo ele pode editar materiais e ler páginas na internet.
  • NVDA: também é um leitor de tela. Como possui código aberto, pode ser extendido por quem quiser e tiver habilidade em ampliar suas funções.
  • Orca: sistema assistivo livre, que utiliza diversas combinações de Braille, ampliação e fala. Por meio dele, pode-se navegar na web, receber e enviar e-mails, editar planilhas e até mesmo ouvir rádio por meio desta ferramenta.
  • Talks:  leitor de tela especificamente para celular.
  • Virtual Vision: leitor avançado de tela. Este software busca em outros programas o que pode ser lido, podendo ser utilizado em quase todos os outros aplicativos. Não há a necessidade de qualquer tipo de alteração no computador para utilizá-lo.
  • Window eyes: por meio desta ferramenta, o deficiente auditivo pode controlar o que escuta e até como ele escuta.
  • Zooms: este aplicativo foi desenvolvido para pessoas com dificuldades motoras ou disfunções na fala. Por meio dele, é possível digitar uma palavra ou sentença e ouvir o que foi digitado.

2. Deficiência auditiva

  • Plaphoons: permite que se utilize figuras que representam ações, sentimentos, etc. Por meio destas gravuras, o usuário é capaz de formular sentenças.
  • Player Rybená: a ferramenta converte com eficiência quaisquer documentos ou artigos em língua portuguesa para Libras.

3. Deficiência motora

  • MyTobii Dynavox: aplicativo cujo acesso pode ser feito apenas com o movimento dos olhos. É ideal para pessoas com deficiências motoras severas.
  • Motrix: desenvolvido exclusivamente para atender a pessoas com deficiência motora severa, como distrofia muscular ou tetraplegia, por exemplo. Esta ferramenta possui um mecanismo inteligente, que executa a parte motora mais complexa de tarefas, possibilitando ao usuário jogar, escrever, ler e comunicar-se.Atualmente, graças à tecnologia, muitas pessoas portadoras de necessidades especiais podem ganhar independência em muitas áreas.

Quais recursos da educação inclusiva, você como educador, utiliza com seus alunos? Conte-nos sobre sua experiência!

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