Quais são as 7 características em comum das escolas mais inovadoras e criativas?

O Mapa da Inovação e Criatividade nasceu de uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) para identificar as escolas inovadoras e demais organizações que impactam positivamente o cenário educacional brasileiro. A intenção era fortalecer as instituições que buscam soluções criativas para os desafios contemporâneos no intuito de formar crianças e jovens empáticos e engajados.

No fim do processo avaliativo, foram listadas 178 instituições que já atuam nesse sentido ou que caminham nessa direção. Mas o que essas instituições têm em comum? Quais critérios o MEC utilizou para avaliar as instituições inscritas e quais são as características necessárias para que sua escola seja considerada inovadora?

Descubra a seguir!

1. O protagonismo estudantil

Qualquer escola que deseje se posicionar como agente da transformação e ser reconhecida como tal precisa incorporar estratégias que promovam o protagonismo do aluno. Metodologias ativas de aprendizagem, como sala de aula invertida, aprendizagem por projetos e iniciativas que levem em conta a bagagem de vida e que conectem conhecimentos prévios são maneiras de caminhar nessa direção.

Quanto mais nossa sociedade avança, mais urgente se torna o abandono de práticas educacionais ultrapassadas, que enxergavam e tratavam o estudante como um recipiente vazio a ser preenchido pelo conteúdo ditado pelo professor em sala de aula.

Hoje, entende-se que o conhecimento é algo a ser construído pelos alunos, e não transmitido pelo professor. Professor e alunos compartilham informações e experiências; professor e alunos se transformam em melhores versões de si mesmos.

2. A personalização da aprendizagem

Instituições que se esforçam para afastar do seu currículo a padronização do ensino se destacam. Ninguém percebe o mundo da mesma forma, nutre os mesmos interesses ou aprende no mesmo ritmo. Pelo contrário, nossa bagagem de vida, personalidade e habilidades naturais nos tornam únicos.

É essencial, portanto, adotar estratégias que reconheçam os estudantes como seres humanos singulares, que aprendem por processos e com ritmos distintos, e que se esforcem para acomodar essas diferenças. Mas como colocar isso em prática? Por meio de ambientes — sala de aula e espaços comuns — estimulantes, dando tempo suficiente para que cada estudante se engaje com as tarefas e projetos que mais despertarem sua atenção.

3. A multidisciplinaridade dos projetos

Sabe aquela noção de que cada matéria do currículo escolar representa um campo de conhecimento isolado? Ela é completamente obsoleta. Hoje, sai na frente quem vê que todos os saberes se inter-relacionam e são codependentes e pratica essa visão.

História, Física, Química, Artes e Filosofia? Essas disciplinas são diferentes faces do mesmo prisma, e a melhor maneira de fazer com que os estudantes percebam isso é por meio de projetos multidisciplinares. Escolas que incorporaram esse modo de educar estão alinhadas às tendências revolucionárias já comuns em outros países.

Aqui, é fundamental construir pontes em vez de muros. Fale com sua equipe pedagógica, peça a ajuda dos professores e parta de sua expertise para instigar nos alunos uma visão mais completa do conhecimento e do mundo.

4. O emprego da tecnologia

Quando falamos de tecnologia em educação, logo vem à mente a imagem de jovens sentados em frente a tablets ou computadores. Essa visão não está necessariamente incorreta, mas pergunte-se: “Será que esses jovens estarão, de fato, aprendendo?”.

Para ser transformadora, a tecnologia precisa ser utilizada com criatividade pelos educadores. Ela deve ser interpretada como um instrumento potente de aprendizagem — pois pode aproximar o conteúdo do aluno —, mas jamais deve ser utilizada como um fim em si mesma. Sua escola deve assumir a seguinte postura: a tecnologia é uma facilitadora da aprendizagem, e não o objetivo de uma aula!

5. O desenvolvimento holístico

Por desenvolvimento holístico estamos nos referindo à percepção de que o ser humano é complexo e multifacetado. A educação não deve virar as costas a essa complexidade, e sim incorporá-la.

Somos seres intelectuais, sim, mas também emocionais, culturais e sociais. Desenvolver esses aspectos, portanto, é uma iniciativa tão essencial quanto a educação acadêmica.

Podemos dizer que escolas criativas são aquelas que valorizam e trabalham a multidimensionalidade da existência humana. Quer um exemplo prático? Que tal incorporar a meditação em sua escola em horários predeterminados e incentivar a reflexão entre seus estudantes sobre temas como emoções, sustentabilidade e natureza humana?

6. A consciência sustentável

Falando em sustentabilidade, é fundamental que as escolas voltadas para o desenvolvimento holístico do seu corpo estudantil trabalhem essa noção. E não estamos falando apenas da sustentabilidade ecológica, mas da econômica e social também.

Não adianta ter um currículo multidisciplinar baseado em projetos, se não houver uma consciência de pertencimento universal por parte dos estudantes, se eles não perceberem que suas ações diárias fazem a diferença para a preservação do planeta. Então, práticas que os chamem para esse debate e os engajem em iniciativas sustentáveis são, de fato, inovadoras.

7. A articulação com a comunidade

Iniciativas que levem os estudantes a dialogar com a comunidade da qual fazem parte também são um diferencial na busca pela inovação. Tanto em escolas públicas quanto em privadas, é comum deixar que os muros separem completamente a realidade externa da interna.

Na maioria dos casos, a cidade ou bairro no qual a escola está inserida não faz ideia do que se passa dentro dela e vice-versa. Então, conseguir construir uma ponte com o que acontece lá fora é um progresso, especialmente se desse engajamento surgirem projetos de impacto social.

Como você pôde ver, escolas inovadoras são compostas por indivíduos que enxergam a educação como um esforço conjunto, um processo integral e humanizado. Nelas, o foco é o desenvolvimento humano.

Em geral, são instituições que percebem a complexidade da sociedade atual e se esforçam para formar cidadãos críticos, atuantes e interessados em deixar uma marca positiva no mundo. Elas se posicionam como centros transformadores e estão dispostas a construir pontes em vez de barreiras, galgando, assim, resultados qualitativos e não só quantitativos.

Lembre-se: escolas inovadoras procuram formas de nutrir uma postura colaborativa e agregadora em seus alunos e colaboradores!

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